Steins;Gate

Origens: Do Jogo Ao Anime

Ao contrário do fracassado anime de Chaos;Head, a Visual Novel original fez sucesso o bastante para a ideia de repetir-se a parceria entre as produtoras 5pb e Nitroplus prosperar desta vez em Steins;Gate, que confia na história o suficiente para não ter cenas de sexo nem múltiplas rotas desenvolvidas para o leitor literalmente escolher qual das garotas gostaria de transar. Apesar de ser um novo jogo que aproveita o hype do antecessor para vender, o que é mantido é o espírito, sendo o máximo que acontece são alguns cameos de personagens de C;H em S;G, cuja história ocorre um ano após os acontecimentos do primeiro jogo.

A principal mudança que vale ser citada aqui é o envolvimento de huke [Black Rock Shooter] no character concept da série, excelente sacada de marketing que pode ter atraído os executivos da Kadokawa dispostos a financiar um anime baseado no jogo lançado para XBOX e PC em 2010 – e apesar do baixo orçamento do qual falaremos adiante, algo essencial [muito para o bem, mas um pouco para o mal] cuja falta foi um dos motivos da ruína do inicialmente intrigante Chaos;Head foi obtido: a garantia da exibição em dois cour, ou 24[+1] episódios. Assim, havia a possibilidade de tempo para desenvolver uma história na medida certa para fisgar o espectador, sem qualquer pressa. Até demais.

Okarin, o divertido e multifacetado protagonista da série.

Sinopse: Quando o moe encontra o sci-fi

Apesar dos artigos anteriores sobre a série falarem em harem – e ele existir de forma disfarçada sim em Steins;Gate – a palavra certa sobre o que acontece em um certo “laboratório” localizado no primeiro andar, acima de uma loja de televisores CRT [tubo] no famoso [para os otakus] bairro de Akihabara é um desfile de arquétipos de animes moe, da inocente Mayuri Shiina – e seu indefectível Tutturu!–a misteriosa e corpuda Moeka Kiryuu. Na primeira parte da série, um longo tempo é perdido na caracterização destes personagens através principalmente de comédia e pretenso slice-of-life [coisa que a série nunca chega verdadeiramente a ser]; na segunda metade, diversos episódios focam em dramas de personagens secundárias que resultam até em uma desnecessária queda de ritmo.

Mas estes personagens não estão apenas vivendo suas vidinhas colegiais felizes – o protagonista Rintarou Okabe passa a vida brincando de ser Kyouma Hououin, um cientista maluco que inicialmente com a ajuda da amiga de infância [osananajimi, afinal mais que uma palavra, temos aqui um fetiche para certos obcecados por anime] Mayuri e o amigo de colegial, especialista em computadores e alívio cômico Itaru Hashida – ou Daru – constroem gadgets malucos e tentam descobrir uma maneira de viajar no tempo.E quando Okabe manda um email após uma conturbada palestra sobre viagens temporais na Torre de Rádio, prédio no qual vê uma misteriosa garota ruiva morta, termina o Prólogo do Início e Fim e começa a história na qual termos fictícios como D-Mail e Linha Alfa encontram a lenda de John Titor, o efeito borboleta, o famoso computador IBM 5100 e muito mais.

Os relógios, representando o tempo que repete-se na série.

Emoção e Carisma

O grande trunfo da série para manter os espectadores atraídos inicialmente pela sinopse que contém um tema tão caro a curiosidade nerd que são as viagens no tempo é o cast composto de personagens carismáticos e feitos na medida certa para o público da série – principalmente o quarteto mais presente [Daru, Kurisu, Mayuri e Okabe] no laboratório aonde levam suas pacatas vidinhas até a realidade ter que chamar Okabe para crescer como pessoa através de um longo arco dramático para alguns arrastado e para outros emocionante.

Pode-se [e deve-se] discutir a real adequação de dois cours cheios [CLANNAD prova que o espectador compra a ideia de focar-se em tramas paralelas enquanto a principal aguarda o timing correto] para contar esta história, mas o resultado de todos os episódios aparentemente inúteis é que muitos chegam ao clímax verdadeiramente importando-se com os personagens – e a soma do carisma do casal principal [sendo o original uma Visual Novel como poderia faltar?] e sua fácil identificação com um fandom na média também jovem, tímido e com uma concepção ainda romântica do mundo [quando já não alienado pela ideia de que mulher 3D não presta] torna o anime marcante para muitos.

Outro fator que não deve ser subestimado são os personagens secundários que se não são excelentes [em que pese a parcela de fãs principalmente de Moeka, que dá alguma vida a um fetiche típico de hentai], são agradáveis e complementam a história na medida. Mas discutível é o fato de que as histórias destas personagens segurem praticamente um quarto do anime em pé. Ao contrário do citado CLANNAD, aqui o drama secundário é encaixado no meio da história principal, e temos um razoável anticlímax no grande arco dramático da série.

Tutturu~

Razão e Decepção

Se o drama consegue ter o impacto necessário no clímax, ao longo da história a decepção com os elementos de ficção científica e mistério é crescente, e a sensação no final é a de que terminamos um livro de mistério ruim.

Após o algo bombástico primeiro episódio, temos uma lenta e longa escalada de experimentos envolvendo os Mirai Gadget [gadgets do futuro] – principalmente o Telefone Micro-ondas que através das revelações bombásticas do nono e décimo segundo episódios [algo tratado de forma melhor no artigo sobre o Primeiro Cour da série] tem seu curso revelado para um plano surpreendente ao início, mas que além de praticamente matar o clima da suspense [e a atual e frenética teorização via internet que movimenta fandoms como os de – justo dizer, ao contrário de Steins;Gate são animes originais, não-adaptados – Madoka Magica e TIGER and BUNNY] ainda colocou a ficção científica em último plano no anime – tanto que os episódios decisivos para a série tratam sobre o desenvolvimento do personagem principal.

Todo o papo em torno de John Titor, TVs de CRT gigantes e coeficiente de divergência soa ao final da jornada como um imenso technobabble que consegue impressionar a primeira vista mas que é muito fácil de ver o que existe debaixo se visto com mais calma; se temos aqui uma óbvia decepção para quem depositava suas esperanças em Steins;Gate ser ao menos uma ficção científica bem-amarrada em uma crescente de tirar o fôlego, para o público-alvo que tem alguma queda para drama/romance de Visual Novel tivemos somente um bom plano de fundo para a história da série.

Por fim uma análise racional também deve tratar do excesso de episódios presentes na série; mais que a quebra de ritmo ocorrida, a sensação de que tempo foi perdido ao alongar a série um pouco no arco inicial e outro tanto ao conter arcos para resolução dos problemas de praticamente todas as personagens secundárias. Steins;Gate é uma boa série contendo seus vinte e quatro episódios, mas contém altos e baixos ao longo de sua jornada [que refletiram-se em momentos de calmaria no fandom, ao contrário dos citados Madoka/Tiger and Bunny] que poderiam ser evitados simplesmente contando a história em dezoito ou vinte episódios.

A imagem que resume a parte complexa que se amarra de forma matadora.

Produção e Animação

O problema citado acima é algo que poderia ter sido resolvido facilmente se o sistema de transmissão de animes na TV japonesa baseada em pedaços de tamanho fixo [chamados de cour] fosse menos rígido – ou temos 12/13 episódios ou 24/26, sem uma boa alternativa no meio – e como escolher 12/13 períodos de meia hora cada seria ainda mais desastroso [vide Chaos;Head], até que os diretores da série entregaram um bom resultado [mas talvez alguém mais talentoso poderia ter descoberto alguma maneira do resultado ficar ainda mais viciante].

Esta é somente uma da série de boas decisões tomadas pelo comitê de produção liderado pela Kadokawa Shoten, que também incluem a escolha do bom estúdio WHITE FOX [Katanagatari, Tears to Tiara] para conduzir a animação e conseguir equilibrar um bom staff e cast para a obra. O problema é que enquanto Nichijou [que acabou sendo um fracasso comercial, vendendo 20~25% de Steins;Gate] recebia dinheiro suficiente para mesmo sendo uma produção transmitida em emissoras UHF na calada da noite ser talvez o maior investimento em um TV anime de 2011, Steins;Gate teve que se contentar com um orçamento absolutamente escasso.

E o resultado é uma animação algo abaixo da média do que é produzido atualmente em um produto que tem uma embalagem apenas correta – tecnicamente [inclusive no aspecto sonoro, salvo na dublagem feita por competentes seiyuu contratados a peso de ouro para atrair a audiência] não há ponto no qual Steins;Gate se destaque. Todo o esforço para construir uma atmosfera acinzentada em um verão sempre pontuado de cigarras cantando em plena Akihabara é até eficaz, mas em parte serve para esconder as condições que não permitem nem ao mesmo fazer uma abertura com alguma animação de verdade, sendo que há razoável risco de tornar-se neste quesito algo datado em alguns anos, justamente como analisamos atualmente produções do começo dos anos 2000.

Um Anime para Otakus

Uma característica básica de Steins;Gate que atrai tanto o amor quanto o ódio para a série e que também deve ser discutida é o quão otaku a série é – afinal, mais que ser uma adaptação de Visual Novel, contém muitos elementos cuidadosamente planejados para agradar a quem tem anime e relacionados no mínimo como hobby principal; desde a ambientação em Akihabara até citar termos restritos ao nicho, de um simples tsundere até a Tora-no-Ana, uma das grandes lojas relacionadas a venda de manga e doujinshi existentes, é um anime cuja experiência é plenamente enriquecida pelo fato do espectador não ser casual – e algo assim vender quase 20 mil BDs prova que este consumidor está sustentando o mercado praticamente sozinho.

Claro que a história possui diversas camadas e pode ser entendida perfeitamente por quem nunca assistiu um anime na vida, mas elementos assim influenciam na percepção sobre a obra – que nunca é tomada somente pela razão e cujo processo não é totalmente consciente. E ao considerar que o simples fato da transposição de algo aceitável na cultura japonesa como Bakuman. no Brasil rende reviews negativos que desclassificam a obra por critérios sustentados em uma visão moral e culturalmente diferente da do autor e de seu público-alvo, isto pode realmente fazer toda a diferença para muitos, principalmente para quem não está disposto a ao menos tolerar os fetiches cautelosamente distribuídos ao longo do anime para atrair certo público.

Mesmo o melhor aspecto da obra – o romance calma e eficientemente desenvolvido entre os muito simpáticos protagonistas Okarin e Kurisu – também pode ser visto sobre essa luz; afinal, eles são construções sob medida para colocar o espectador [sim, Steins;Gate é um anime que assume ser o espectador um homem, principalmente quem realmente gastar com produtos relacionados] no papel de um semelhante [alguém também muito tímido, com inteligência acima da média porém fracassado] que consegue viver uma muito recompensadora aventura na qual encontra a garota ideal [bonita, inteligente, adoravelmente tsundere e muito inocente].

Assim, Steins;Gate está longe de ser uma obra a ser recomendada como introdução de alguém ao mundo dos animes [ou mesmo para convencer alguém que largou ou está largando as animações pelas histórias em quadrinhos/manga a voltar] – mas cumpre com louvor uma demanda existente; afinal temos um romance em muito superior a muitos forçados goela abaixo por tantas “comédias românticas” ao longo dos tempos além de um razoável equilíbrio no uso dos elementos otaku.

Christina, doce, tsundere, metade do One True Pairing do ano.

Os Dois Finais de Steins;Gate – Seção com SPOILERS!

Em uma obra cujo original é uma Visual Novel uma das questões sempre levantadas em adaptações é sobre qual final será aproveitado no anime; e no caso de Steins;Gate decidiu-se mostrar o final verdadeiro [perfeito] do jogo, porém dando um gostinho de como seria o um dos finais alternativos [imperfeito] – assim, tivemos dois finais com feeling opostos para o espectador escolher qual o melhor.

A grande maioria embarcou no final perfeito mostrado no episódio final, porém o episódio 22 fornece uma resolução interessante e até mais realista para o grande dilema de Okarin em todo o arco dramático predominante na segunda metade: afinal, salvar Kurisu [morta no primeiro episódio na linha de tempo original/alfa] ou Mayuri [morta no décimo segundo episódio na linha de tempo paralela/beta]? Aqui ele aprende que em qualquer escolha, haverá necessariamente um sacríficio – e assim resolve encerrar sua aventura em tom melancólico no que é o melhor episódio da série. Mas quando o personagem, já crescido como pessoa [sim, temos um elemento de coming of age na pessoa do protagonista – desenvolvido de forma algo forçada] e de volta o status quo inicial finalmente parece estar em paz, o Deus literalmente desce da máquina.

No bombástico final do episódio 22, a viajante do tempo Suzuha avisa a Okarin que também a linha de tempo alfa [assim como a beta] tem um futuro distópico a espreita; mas aqui a máquina do tempo realmente pode resolver todos os problemas, apenas dependendo da determinação do protagonista da série em salvar sua amada. Apesar de aqui algumas pontas soltas da história serem carinhosamente amarradas, fica na boca o gosto algo amargo do final feito para aliviar o espectador após a longa jornada, sendo feliz e clichê ao mesmo tempo. A animação é particularmente sofrível no episódio final, mas a direção consegue dar a sensação necessária de resolução que a série busca – apesar do clichê de clímax conseguir ser apenas razoavelmente executado.

Dois finais bons [principalmente o incompleto], equilibrados e satisfatórios, tanto que o anúncio pela Kadokawa de um filme baseado na série [afinal, é o grande sucesso da empresa em 2011] causou surpresa; afinal, qual será a história a ser contada quando todo o básico foi contado de forma amarrada? A ver.

O sofrimento e o vermelho do sangue necessários para esta Jornada do Herói.

Uma Divertida e Boa Jornada – E Só

Há muito de exagero – principalmente com o anime recém-finalizado – em afirmar que Steins;Gate é um clássico ou mesmo anime do ano. Tanto não excede em qualquer quesito a ser analisado quanto está longe de ser uma obra constante; o anime apoia-se no original sólido adaptado e dirigido de forma competente, mas há poucos destaques: os personagens, principalmente a dupla de protagonistas, e a competência da direção em manter o espectador curioso pela solução [que no fim é decepcionante] do grande quebra-cabeça em uma boa parte do anime.

Steins;Gate é intensamente carismático para seu público-alvo e tem um clima que prendeu – e ainda prenderá – muita gente; com alguns episódios [nos quais principalmente revelam-se plot twist] muito bem feitos que para muitos fazem a experiência valer a pena, ainda deve ser bastante comentado. É, em termos gerais, uma jornada divertida, boa e válida – mas tem defeitos demais para ser pensar em virar um clássico a ser lembrado ao longo dos anos como não possui uma qualidade forte suficiente para eclipsá-los.

O palco de toda a história...

Post Scriptum – Quando Ser Divertido É Mais Que Suficiente

Deixei o artigo publicado em 25 de Setembro intacto, afinal expressava a minha opinião naquela época. Mas 75 dias depois para acalmar as ideias e a visão expressa principalmente na última parte de que Steins;Gate seria só mais um anime a ser rapidamente esquecido se dissipou em minha cabeça.

Claro que em uma análise fria e até um pouco cruel tudo o que foi dito acima é verdade – principalmente direção e animação podendo ser melhores e mais efetivas; mas a pergunta que a cada dia ficou mais óbvia é: isso importa?

E quando tanta gente, eu incluso, se divertiu em doses fartas ao longo dos vinte e quatro episódios que continham sua dose de comédia, drama, romance e até mesmo ficção científica em um roteiro que lembra um donut carregado de chocolate em que o básico pode ser correto, mas o que as pessoas querem mesmo é lamber descaradamente a borda de puro negro, temos que aceitar que Steins;Gate além de estar acima da média cativou um número considerável de pessoas.

Sim, isto pode acontecer por todos os motivos errados [e mais breve do que imagina este blog irá ferver com um artigo sobre Cinco Animes Overrated], mas podemos ter na leitura acima que a série é cheia de Emoção e Carisma – o que para muitos está mais que suficiente. Pode não ser um furacão como Madoka Magica, mas terá seu lugar ao lado de CLANNAD ou ef como um exemplo de como uma Visual Novel pode ser bem adaptada.

11 Comentários

Arquivado em Reviews

11 Respostas para “Steins;Gate

  1. Matheus Hachiro

    Hum, belo post, mostrou o que há de bom e ruim do anime, isso foi legal. xDDDDD

    Mas realmente, Steins;Gate, mesmo com tantos defeitos, continua sendo meu anime preferido. ❤

  2. juro que tentei, mas vi bme uns 8, 9 episodios e simplesmente nao me empolgava com a serie… se ficava melhro depois, lamento… mas a disposição pra continuar a ver ate hoje nao veio =/

  3. Bom post apesar de eu ter discordado em muitas coisas.
    Sei lá cara , não gostei de você afirmar certas coisas como se fossem a mais pura verdade,você tinha razão em certas partes mas você falou sobre coisas muito relativas , se alguém afirma que S;G é o anime do ano é relativo né.Eu não acho certo alguém afirmar com toda certeza que tal anime é melhor que outro , a pessoa tem que deixar claro que aquela é opinião dela.É isso que eu acho.

    Eu discordo principalmente quando dizem que o começo de S;G é perda de tempo , ta foi chatinho e morno reconheço isso , mas pra mim aquele prólogo é muito importante .Uma coisa que eu gosto em S;G é aquela calmaria antes da tempestade eu acredito que S;G ía ficar um anime muito diferente sem aquele prólogo ,também acho que não seria mais o S;G que eu gosto.Talves ficasse melhor ou talves não , vai saber.

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  8. Oi qwerty, parabéns pelo artigo, concordo com boa parte do que foi colocado, um alívio ver que eu não sou a única a achar defeitos nesse anime. Pelas notas que vi e os comentários que faziam eu realmente esperava mais. Viagem no tempo é um tema atraente, mas já é batido. E se for comparar com outras historias de ficção cientifica, Steins Gate é MUITO fraco. É uma decepção para quem gosta dessa gênero msm. Desenvolvimento dos personagens: Okarin é memorável, Kurisu pra o delírio dos otakus, acredito que todos tem um certo carisma que salvou o anime.O tema é interessante, achei o humor otaku divertido, teve cenas que me rachei de rir, mas ainda fico com a sensação de um plot mal explorado e um monte de episódios desnecessários. Foi brochante ver a história se dirigir para salvar a Mayuri, estava tudo lindo para mim até cair nesse troço. A história de John Titor é legal, não sabia que existia essa lenda urbana, mas ficou estranho demais o modo que retrataram ela. Eu esperava uma mensagem mais profunda sobre viajar no tempo rs xD

    Enfim… valeu pelas risadas mesmo, mas está longe de ser um clássico.

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