Melhores Animes de 2010

Melhores Animes de 2009

Um resumo básico com teor histórico do que afinal valeu a pena ser visto em 2010. Na medida para você relembrar o que assistiu e também para você conhecer um pouco mais sobre diversos animes que sem dúvida valem a pena dar uma olhada.

E claro, este artigo será o formato clássico de contagem regressiva, do décimo ao primeiro colocado, pincelando um pouco sobre dez animes originalmente exibidos nas TVs, cinemas ou simplesmente lançados originalmente para home video durante o período que vai de Primeiro de Janeiro a Trinta e Um de Dezembro de 2010.

10 – HeartCatch PreCure!
Toei Animation, 49 episódios

O sétimo ano da franquia da Toei/TV Asahi/BANDAI de garotas mágicas é considerada por muitos a melhor série derivada desta e também é um exemplo moderno e atualizado do gênero.

E mesmo com um feeling atemporal e clássico, a história da ginasial Tsubomi e suas companheiras de captura de corações consegue administrar bem seus quarenta e nove episódios [com muitos monstro da semana inclusos no pacote] nos quais essa mistura de ação e drama prova que pode alcançar muito mais que as meninas público-alvo da animação.

Claro que uma parte técnica criativa, bem-executada e até algo inusitada para uma série da Toei ajuda; mas o excesso de episódios e a falta de maior ambição temática – tanto que é uma série sem camadas – impedem uma posição melhor neste ranking.

9 – Colorful
Sunrise, 126 minutos

O filme de Keiichi Hara é um drama no real sentido da palavra – e por isso, é inesperado para um espectador acostumado com CLANNAD e Ano Hana e um verdadeiro soco no estômago para muitos ao contar a história de um recém-morto [sim, há esse toque sobrenatural] que é mandado de volta para a Terra no lugar de um adolescente suicida.

E ao longo do filme que junta uma poderosa história a uma bela execução na qual esse irá aprender a duras penas que a vida é Colorful [cheia de cores]. Mesmo sendo um drama gostoso de assistir e um sopro de ar fresco frente ao padrão dos animes, a parte técnica é apenas correta, faltando qualquer polimento – e assim também é sua direção, com mais altos e baixos do que deveria e um edição um tico mais longa que o ideal.

8 – Mobile Suit Gundam Unicorn
Sunrise, 6 OVA [4 lançados até aqui] de 55~60 minutos cada

A série de OVA é puro fanservice no sentido lato da palavra.

O primeiro anime em quase quinze anos ambientado no universo original da maior franquia da animação japonesa entrega em alto estilo tudo que os envelhecidos fãs desta tanto gostam: lutas magnificamente animadas entre robôs gigantes [e naves – no espaço] em uma história com elementos familiares [até demais] e repleta de falatório pseudo-complicado e maquinações políticas.

A direção do renomado Kazuhiro Furuhashi [HunterXHunter [1999], Rurouni Kenshin] é excelente, assim como o orçamento proporcionado pela BANDAI Visual [afinal, é um produto que vende como filme!] – portanto pegue um balde de pipoca e um copo de refrigerante e divirta-se com este anime acessível a qualquer não-iniciado ao universo de Gundam.

7 – Panty and Stocking with Garterbelt
GAINAX, 13 episódios

Hiroyuki Imaishi e companhia estão totalmente a vontade aqui – até demais para muitos.

Panty and Stocking with Garterbelt é essencialmente uma obra que reformata por uma perspectiva de um japonês os cartoons feitos nos Estados Unidos; e temos aqui um anime no qual as protagonistas, duas anjas caídas, precisam coletar moedas para voltar a boa vida do céu – o que é somente uma justificativa para uma pilha de referências a cultura estadunidense ser despejada em um desenho feito no molde cartoon e pervertido que lembra particularmente Ren and Stimpy, clássico cult do início dos anos 1990.

Definitivamente não é algo para todos os gostos, mas é obrigatório principalmente para quem deseja experimentar o que os japoneses da GAINAX são capazes de fazer – pena que a própria estrutura baseada na grande liberdade concedida aos diretores de episódio para estes fazerem literalmente o que quiserem [afinal, é uma série nada contínua] teve como resultado uma mistura que inclui desde ótimos episódios até alguns sofríveis.

6 – GIANT KILLING
Studio DEEN, 26 episódios

Uma perspectiva diferente para os animes de esporte, por aqui no geral subestimados e até odiados devido ao padrão de shounen aplicado a estes [não faz sentido para o espectador ocidental, que perde facilmente a suspensão de descrença que este consegue manter em um battle shounen].

Afinal, Tatsumi é o recém-contratado técnico East Tokyo United, que terá de reestruturar utilizando seu jeito carismático e excêntrico de lidar com a situação – e esta premissa é bem-conduzida [nada excepcional – portanto com parte técnica apenas mediana – mas consegue manter o espectador cativo] ao longo dos vinte e seis episódios animados pelo Studio DEEN, em projeto liderado pelo competente diretor Yuu Kou – que mesmo não conseguindo manter um padrão de qualidade elevado ao longo da série [principalmente nos dois grandes jogos desta] entrega um bom resultado em um anime muito simpático.

5 – Shiki
Daume, 22+2 episódios

Ao contrário do dito por muitos, Shiki pouco tem de mistério ou de horror.

A história de uma pacata vila aonde os seres sobrenaturais que dão nome ao título começam a se instalar tem como principal característica mostrar a dualidade entre os dois lados da história – afinal, realmente somos os mocinhos? E para isso, temos uma obra de ritmo lento [até demais] na qual dois terços dos episódios são gastos construindo o clima para a catarse que é o final da série – e clima é uma boa palavra para definir o ponto forte de Shiki.

E a boa direção de Tetsuro Amino é essencial para que esta história consiga atingir um resultado satisfatório para este verdadeiro conto [tanto que o original é uma homenagem a A Hora do Vampiro, livro do famoso escritor Stephen King] tão diferente do padrão de anime quanto os espalhafatosos cabelos provenciados com precisão ao estúdio Daume.

4 – Katanagatari
WHITE FOX, 12 episódios de 50 minutos cada

nisiOisin consegue novamente emplacar uma obra sua entre as melhores do ano com essa verdadeira jornada do herói conduzida de forma tão amalucada quanto o diferente [e bonito] character design deste anime que encontrou um ambiente criativo de produção [o que resultou no raro esquema de exibição com episódios mensais de cinquenta minutos] adequado até para suas necessidades – afinal, o original foi lançado em esquema similar.

Um anime que se não é revolucionário mas consegue ser moderno e interessante principalmente para quem já viu muita ficção, afinal, o interesse aqui não é abordar temas interessantes conceitualmente [como em Mawaru Penguindrum] e sim brincar com cada pequeno elemento presente em uma história deste tipo – e ainda assim, a história básica reserva um bom leque de emoções e surpresas que cativa a muitos.

3 – Suzumiya Haruhi no Shoushitsu
Kyoto Animation, 162 minutos

O filme que revitalizou a franquia que começou na TV e chegou ao cinema neste introspectivo e calculado longa-metragem com cara de inverno que finalmente faz por merecer um nome diferente do da empreitada televisiva – afinal é a primeira vez desde o primeiro arco [sim, veja o anime de vinte e oito episódios em ordem cronológica] que o personagem principal, o rapaz de apelido Kyon, é realmente testado se afinal realmente gosta de toda aquela experiência com espers, extraterrestres e viajantes do tempo.

Longe de ser um anime exuberante e para todos, Shoushitsu é um presente feito com carinho para todos os fãs da série de TV [que deve ser assistida antes] e entrega de forma maravilhosa uma adaptação exemplar para quem já havia lido o original e uma história de qualidade [mas que não quebra o esperado para Haruhi] para os muitos que não. Tão bom quanto uma noite fria e especial de inverno como a que é decisiva nos eventos do filme.

2 – Durarara!!
Brain’s Base, 24+2 episódios

Para muitos, o melhor anime de 2010 – e eles tem razão quando elogiam esta obra cheia de carisma que passa como nenhuma outra o feeling de ser adolescente no mundo hipster de nossos tempos, estiloso, pulsante e altamente fragmentado.

Particularmente o primeiro arco junta a boa história de Ryohgo Narita com a direção envolvente de Takahiro Omori, que consegue de uma forma até melhor que Tensai Okamura em Ao no Exorcist fazer o anime perfeito para passar – como já aconteceu – no Adult Swim americano.

O único problema da série é que o segundo cour é bom, mas não se compara ao primeiro – tanto pelo drama aumentar para um nível algo excessivo como pela sensação de que faltou um ponto de chegada no final. Claro que um dia teremos a segunda temporada, mas por enquanto fica o vazio, o incompleto.

1 – Yojou-han Shinwa Taikei
MADHOUSE, 11 episódios

A mais equilibrada e acessível das obras de Masaaki Yuasa prova que definitivamente este merecer um lugar no panteão dos grandes direotres de animação japonesa. A saga do protagonista sem nome [nos créditos “Watashi”, “Eu” em japonês] que busca a qualquer custo a vida universitária cor-de-rosa e para isso revive incessamente seus dois primeiros anos de universidade poderia ter um resultado desastroso nas mãos de muitos outros diretores, mas o diretor consegue executar uma obra que pode ser bem complicada para um espectador menos preparado [do número insano de falas presentes principalmente no primeiro episódio até o peculiar estilo de arte utilizado] mas que supera o limite do bom e do bem-realizado para tornar-se um verdadeiro clássico.

Sim, é cult – mas aqui temos uma obra quase autoral que é enriquecida justamente por este colocar seu talento a serviço da história ser contada da forma mais interessante possível. E desde o uso de bons animadores [que focam tanto na movimentação que tornam o traço inconstante] até a presença de soluções como um episódio [talvez o melhor da série] que é uma grande reflexão do narrador, tudo é construído de uma forma precisa a ponto de valer uma re-assistida posterior para ver pequenas dicas deixadas ao longo de toda a série. Claro que poderia ter facilitado um pouco para o espectador, claro que poderia ser um pouco menor, mas não deixa ser um grande anime, o melhor anime de 2010.

Melhores Animes de 2011

5 Comentários

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5 Respostas para “Melhores Animes de 2010

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  3. Eu nem lembro o que comi ontem e você me fala dos melhores de 2010??? Vixi…. bom pelo menos me lembro do Katanagatari, esse foi show.

  4. nekomimi

    Já que vocês não comentaram nada sobre a TAF (Tokyo Anime Fair) 2012, eu fui pesquisar na rede. E pelo que eu li, até agora, o evento promovido pelo governo de Tóquio foi um FRACASSO, tanto em matéria de negócios, quanto de presença de público. Até a imprensa teve uma redução significativa. Se comparado à edição anterior do evento, em 2010 (por causa do terremoto-tsunami-acidente nuclear, o evento do ano passado foi cancelado), havia mais gente, mais empresários e mais repórteres do que este ano. A única coisa que aumentou foi a presença de empresas estrangeiras de animação, em especial as de origem chinesa e sul-coreana.
    Isso pode ser um sinal de que as produções desses dois países poderão tomar o lugar das produções locais, o que já é visto com preocupação pelos japoneses. Para saberem mais sobre como foi o evento, eis os links que levam até os sites e blogs a respeito:
    http://www.sankakucomplex.com/2012/03/25/madoka-creator-uses-taf-award-to-attack-ishihara/
    http://www.sankakucomplex.com/2012/03/25/taf-2012-attendance-plunges-40/
    http://www.animenewsnetwork.com/news/2012-03-22/tokyo-anime-fair-day-1-attendance-drops-5-percent-to-12402
    http://www.animenewsnetwork.com/news/2012-03-24/tokyo-anime-fair-day-attendance-drops-11-percent-38-percent
    http://www.animenewsnetwork.com/news/2012-03-25/tokyo-anime-fair-attendance-drops-25-percent-in-2012
    http://www.animenewsnetwork.co.uk/feature/2012-03-26
    http://myanimelist.net/forum/?topicid=417509
    Eu também dei uma olhada em alguns blogs japoneses, e como a maioria de vocês não entende o idioma japonês, passei as URLs no Google Translator, a fim de traduzi-las para o inglês (eu tentei traduzi-las para o português, mas como o resultado ficou muito esquisito, então eu fiz a tradução para o inglês, mesmo):
    http://translate.google.co.jp/translate?sl=ja&tl=en&js=n&prev=_t&hl=ja&ie=UTF-8&layout=2&eotf=1&u=http%3A%2F%2Fyaraon.blog109.fc2.com%2Fblog-entry-8344.html&act=url
    http://translate.google.co.jp/translate?sl=ja&tl=en&js=n&prev=_t&hl=ja&ie=UTF-8&layout=2&eotf=1&u=http%3A%2F%2Fsubcultureblog.blog114.fc2.com%2Fblog-entry-6906.html&act=url
    E, a julgar pelos ingressos vendidos antecipadamente, o evento promovido pelas editoras e demais empresas da indústria do entretenimento que boicotaram a TAF ( a ACE, que se realizará em Chiba) será um sucesso logo na estréia. Mais de 50 mil bilhetes vendidos só nos dois primeiros dias, segundo as últimas informações.
    Mais reações dos fãs japoneses:
    http://translate.google.co.jp/translate?sl=ja&tl=en&js=n&prev=_t&hl=ja&ie=UTF-8&layout=2&eotf=1&u=http%3A%2F%2Fmatomeruhonnyaku.blog.fc2.com%2Fblog-entry-97.html&act=url
    http://translate.google.co.jp/translate?sl=ja&tl=en&js=n&prev=_t&hl=ja&ie=UTF-8&layout=2&eotf=1&u=http%3A%2F%2Faonow.blog.so-net.ne.jp%2F2012-03-20&act=url

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