Bleach – O Shonen Mais Shoujo de Todos os Tempos

Olá tchios e tchias. Mibshiny aqui, em seu post super inaugural, no nosso lindo, gostosinho e perfeitinho Nahel Argama. Sei que vocês devem estar esperando um post sobre algo meio…yaoi! Só que não agora. Decidi iniciar compulsoriamente com o “não esperado” por mim. Por isso, comecemos os nossos trabalhos.

Falemos um pouco sobre Bleach. E sim, antes que alguém pergunte: eu fiz o favor de começar com um dos mangás/animes mais hateados e amados da otakusfera.


Bleach começou inicialmente como mangá, no ano de 2001, e até hoje, conta com fãs e haters, por todo o mundo, sendo considerado, ainda, um dos grandes mangás da Shonen Jump. O mangá, de autoria de Kubo Tite o mangaká mais troll de todos os tempos, conta atualmente, com mais de 50 volumes lançados, uma série de TV com 366 episódios, 4 filmes, diversos OVAS, e  os variados musicais, denominados de Rock Bleach Musical.

É inegável o sucesso de Bleach, mas o post não irá tratar desse assunto em específico. Não mesmo. Vamos abordar um assunto mais “viadinho”: o fato de que, segundo MINHA HUMILDE opinião, claro Bleach é um anime/mangá voltado ao público feminino. Sim, digo isto como boa leitora de shoujos, que já está acostumada aos elementos dos romances voltados ao público feminino.

Kubo Tite, apesar das opiniões em contrário, não é tão asno como a maioria dos indivíduos da galáxia pensam. Ele tem sim, um certo teor de inteligência, pois conseguiu transformar em sucesso, um mangá (teoricamente shonen) de luta, voltado às mulheres. E isso não é tarefa para qualquer um.

Contudo, você, leitor do Nahel, deve estar se perguntando de onde eu tirei essa ideia de que Bleach é para mulheres!?

Vários são os fatores que levam a essa conclusão, seja a presença permanentemente, de insinuações amorosas, de todos com todo mundo; até mesmo ao fato dos personagens masculinos terem traços mais bishounen. Todos os elementos trazidos ao mangá e ao anime, corroboram a um acompanhamento maior do público feminino. Aliás, é certo dizer que Bleach ainda é um mangá shonen com grande participação das mulheres (posso até mesmo dizer que, enquanto a maioria dos homens reclamou da saga Fullbring, por exemplo, as garotas que acompanharam, endeusam até hoje a saga, e explicarei os motivos,  a seguir).

O que torna, a princípio, determinado mangá, convidativo para as mulheres? Digamos que o que chama mais atenção, seria o traço, e a beleza dos protagonistas. Não quero dizer com isso que nós, mulheres, nos deixamos levar pelas aparências, apenas que a beleza do “mocinho e da mocinha”, interferem bastante no momento de escolher que mangá ou que anime acompanhar. Não à toa que nos mangás shoujo, temos o termo bishounen, para denominar aqueles personagens masculinos com uma beleza superior à do homem médio (e outras coisitchas mais).

Nesse ponto, Bleach dá um banho nos concorrentes. Kubo Tite nasceu para desenhar personagens bishounens, e o faz com perfeição (não entrarei no mérito do início de Bleach, por motivos óbvios). E não apenas isso, mas todos os personagens, além de serem bem desenhados, são donos de um perfil carismático. O que dizer da beleza de Byakuya, Ishida, Hitsugaya, Urahara, Ukitake e, até mesmo, do próprio Ichigo?! Eles são personagens feitos para mulheres olharem. Até mesmo porque, se for analisar bem, a maioria dos homens não liga muito para a beleza de personagens masculinos, vide exemplos em DBZ, Toriko, Slam Dunk, YuYu Hakusho, Hunter x Hunter, Super Campeões (rs), e tantos outros. Aliás, de Bleach mesmo, os únicos personagens que acredito serem realmente e puramente shonen, são Kenpachi, Yamamoto e Chad e este último é o saco de pancadas de plantão e, realmente, não precisava ser bonito.

Já em se tratando exclusivamente dos mangás de Bleach, Kubo nos brindou com os poemas em cada volume lançado. Para a maioria dos homens, não passam de páginas gastas, mas para as garotas do fandom, os poemas são motivo de análises atrás de análises e discussões existenciais barraco, fofoca, confusão. Claro, poemas são, fundamentalmente voltados às mulheres, e isso desde que mundo é mundo. E este é outro ponto para o mangá supracitado. Por que o mangaká sentiria a necessidade de colocar em um shonen, em que os homens não se focariam em tantas minimezas, religiosamente um poema por tankobon? A resposta é simples, ele coloca não apenas porque goste de escrever tais textículos, mas porque Bleach busca o público acostumado a ler shoujo.

Vários são os poemas, que possuem uma conotação romântica e fazem alusão a algum momento importante do mangá. Escolhi os considerados mais “shoujo” pelo fandom, como um todo:

“Me pergunto se eu poderei acompanhar a velocidade…De um mundo em que você não está.” – Volume 49.

“Nós… Primeiro, não estamos misturados. Segundo, não temos a mesma aparência. Terceiro, não temos pupila. Quarto, diante de nós, não há esperança. Quinto, é onde está o coração” – Volume 27.

“Pelo seu coração, eu invejo. Pelo seu coração, eu devoro. Pelo seu coração, eu destruo. Pelo seu coração, eu me orgulho. Pelo seu coração, eu odeio. Pelo seu coração, eu enfureço. Pelo seu coração…Eu desejo tudo que seja seu”. – Volume 40.

“Seu eu fosse a chuva poderia eu me conectar ao coração de alguém assim como ela pode unir os eternamente separados, terra e céu?” – Volume 03.

É mais do que óbvio que não vou analisar aqui, poema por poema, vez que a intenção do presente post não é esse. Pretendo apenas demonstrar que os poemas são mais um atrativo para o público feminino, e que constituem, sim, um certo elemento de mangá shoujo.

Além desses aspectos mais gerais, que caracterizam um shoujo, ainda temos a presença de diversos casais subentendidos e explícitos, na história. E isso representa um alto índice de shippagem por parte do fandom, até mesmo porque, em Bleach, não há limites para o shipp. Exemplos de casais shippados são: Ichigo x Rukia, Ulquiorra X Orihime, Urahara x Yoruichi, Renji x Rukia, Ichigo x Orihime, Ishida x Orihima, Rukia x Byakuya, Kenpachi x Yachiru, Soi Fong x Yoruichi, dentre tantos outros.

No entanto, apesar de tanto material de shipp, o único realmente comprovado é o casal Gin x Matsumoto. Mas isso não impediu o Kubo de trollar o fandom, e colocar diversos fatos que corroborassem com vários shipps, ao mesmo tempo. Com toda certeza ele vai arrastar todos esses casais até ao final do mangá, e isso se realmente desenvolver completamente algum deles.

Uma das cenas consideradas mais shoujo no mangá é a cena do capítulo 423, Farewell Swords, em que acontece a despedida entre Ichigo e Rukia. Para muitos, a falta de plano de fundo no quadros finais, é apenas mais uma mostra de que Kubo é ótimo desenhando personagens, mas péssimo em se tratando de backgrounds. No entanto, ao analisar o contexto das cenas, percebe-se que o fundo branco utilizado, nada mais é, do que o artifício que as mangakás de shoujos, usam em momentos cruciais. De fato, o plano de fundo branco, serve para destacar os personagens, deixando o leitor à par do fato de que, o que importa àquele momento, são  as personas, e somente elas. Ou vai dizer que, ao ver esta imagem abaixo, não se sabendo ser de Bleach, não se pensaria tratar de mangá shoujo?

Outro elemento bastante forte, com relação ao assunto, se encontra no episódio de despedida, correspondente do capítulo 423 do mangá, do episódio 342 do anime de Bleach. O episódio foi construído, basicamente, com fanservice para as fãs da série. Com direito a patinação no gelo, fogos ao luar, declarações de amizade eterna, e despedida emotiva, ao som músicas tocantes e emotivas, ao melhor estilo shoujo de ser. Não houve quem assistiu ao episódio, que não afirmasse que Bleach, então, virara, finalmente, um anime shonen, para mulheres.

Por fim, mas não menos importante, temos a saga mais odiada pelos fãs de Bleach, e uma das mais adoradas pelo público feminino: A saga Fullbring. Toda a saga é pautada na vida normal de Ichigo, e em como o tédio, em não ter mais seus poderes, o atinge. No entanto, tal tédio, é demonstrado com diversas alusões à Rukia, pautadas com fundo branco, e frases de meia página.  Reafirmo, que, para alguns, a falta de plano de fundo pode representar o puro desleixo e descaso de Kubo Tite, mas para a maioria das mulheres que acompanham o mangá, não passa de uma demonstração maior, dos sentimentos do personagem, e uma forma de contar, além das palavras, o que representa aquele momento de sua vida.

Ademais, as relações havidas entre Ichigo, Inoue, Riruka e tantas outras alusões à Rukia, que, querendo ou não, em nada acrescentam ao plot principal, são correntes e servem para um único fim: arrecadar fãs do gênero feminino. Como por exemplo, a cena do pão e do chá, que de nada servem ao andar da história, mas que foram colocados ali, como elemento de possível shipping, e fanservice, para as fãs mais afoitas da obra.

Em síntese, acredito plenamente, que Bleach é sim um shonen, com vias a atingir o público feminino. Talvez alguns não concordem com tal opinião, mas, apesar da decadência atual da obra, as mulheres que acompanham, ainda se demonstram serem bastante fiéis à Kubo Tite, e à sua história, muito mais devido àos elementos já mencionados, do que pelo lado shonen de tudo.

39 Comentários

Arquivado em Reviews

39 Respostas para “Bleach – O Shonen Mais Shoujo de Todos os Tempos

  1. Só de sacanagem. FIRST. uehueheuheuhe Post tão…..TÃO. ….Mibshiny .___.

    • Luiz Eh

      Ah, o site Baixaki já disse: First, é a mãe que já para muito ou o seu filho é meigo demais hahaha

      Adorei a matéria!

  2. Mibs sendo………. Mibs, belo humor sério.

  3. Sarah

    Não vou dizer que você está errada porque nunca peguei Bleach pra ler, mas sinto a necessidade de questionar algumas coisas.

    Todo mangá voltado pro público jovem, seja shounen ou shoujo, hoje em dia tem personagens bonitos de ambos os sexos. Querem agarrar o máximo de leitores possível, e qual a melhor forma de fazê-lo se não com um visual agradável? Como criaturas visuais, é claro que vamos nos interessar ao menos em saber sobre o que é o tal mangá (ou anime) dos personagens bonitinhos.

    Quanto ao fundo branco… Gostei da sua teoria (apesar de achar otimista demais), dá um desconto pro Kubo, que é zoado até por mim por causa disso. Mas poxa, o mangá shoujo é conhecido justamente por ser cheio de frufru! O fundo “real” sai pra dar lugar às flores, brilhos, penas, corações, círculos, e todo tipo de firula que ajude a expressar melhor o momento e o que os personagens estão sentindo. A ausência de fundo de Blach é só… ausência de fundo.

    Talvez você esteja certa sobre os poemas de cada volume tentarem alcançar o público feminino, mas… Qual a forma mais fácil de parecer cult? Escrevendo poemas! Nada é mais pretensioso e metido a profundamente emocional que um poema cheio de linguagem figurada.

    • mibshiny

      Óbvio, cada um tem o direito a sua opinião, isso é inquestionável.
      Com relação ao mangá shonen, é fato, e isso não é opinião, que a maioria dos mangakás não se importa em desenhar personagens homens bonitos, vide exemplos que citei no próprio post (toriko, DBZ, Hunter x Hunter e etc), e isso porque o foco deles é na própria história, e não na beleza dos personagens em si, e sinceramente, por ser um mangá voltado aos homens, realmente não acho que os HOMENS do mangá devam ser bonitos.
      Com relação ao fundo branco, não é teoria minha, é algo difundido pela internet como um todo, e bastante comentado em comunidades e fóruns de mangá shoujo, até mesmo dentro do próprio fandom de Bleach.
      E a questão dos poemas, pode até ser uma tentativa dele, de parecer cult, mas abre sim margem pra interpretações diversas, e ainda mais das fãs que shippam. Então realmente, ainda acho que é visando o público feminino que acompanha bleach, do que por ser mero cult no mundo dos mangás.

      • Likou

        Ou ele simplesmente gosta de poemas e resolve colocá-los na obra. Pq sempre o cara tem “tentar parecer cult” ao colocar questionamentos ou poemas em obras do tipo? Existem outras possibilidades q os leitores poderiam pensar, mas assim deve ser mais fácil.

    • castro9

      ”Ou ele simplesmente gosta de poemas e resolve colocá-los na obra. Pq sempre o cara tem “tentar parecer cult” ao colocar questionamentos ou poemas em obras do tipo? Existem outras possibilidades q os leitores poderiam pensar, mas assim deve ser mais fácil.”

      Não tem porque tentar ser “cult” pois o publico é escasso e de difícil agrado assim acaba tornado o principal motivo de difícil cumprimento. É muito mais plausível acreditar que ele colocou os poemas para tentar conquistar o publico feminino do que tentar ser algo que não é.

  4. Viviane Barbosa

    Não gostei muito da Saga Fullbring, mas sempre notei os planos de fundo vazios. E sempre achei isso genial. Tbm não ligo para o fato dos planos de fundo normais de Bleach não serem cheios de detalhes. É o estilo do Kubo. É incrível que, depois de anos, o povo ainda reclame das duas coisas! E você esqueceu de mencionar uma coisa: a profusão de cenas e aberturas de capítulos com os personagens masculinos mostrando seus corpinhos lindos! Sinto falta disso na maior parte dos mangás e animes que tenham personagens masculinos bonitos! Deviam fazer mais! Aliás, meninas, se quiserem ver nudistas, leiam o Saint Seiya – The Lost Canvas! O anime parou/foi cancelado, mas o mangá continuou e cheio de momentos nudistas para todos os lados! Até nos gaidens!

    Beijos!

  5. Não leio Bleach, não conheço Bleach. Para saber se Bleach realmente é voltado para o público feminino, preferiria comparações com mangás de ação para o público feminino, e não com uma generalização de todo o “shoujo” como se ele fosse um gênero. Shoujo não é gênero, é só público alvo. O gênero de Bleach é ação, seu público alvo supostamente é o masculino (adolescente) pelo almanaque em que é publicado (mas dado que frequentemente está baixo no ranking do mesmo e ainda assim não é cancelado pois seus volumes vendem bem, é razoável supôr que o público alvo de Bleach seja no fim das contas diferente do público alvo da revista).

    Convém compará-lo com mangás de ação para o público feminino para uma avaliação mais realista. Alguns que leio ou li são: 07-Ghost, Immortal Rain, e… só, ok, não li muitos do tipo. Tsubasa Reservoir Chronicle talvez, embora seja pela revista em que foi publicado shonen, CLAMP é CLAMP e não precisa obedecer a classificação da revista em que publica. E como observação final, estou falando apenas de mangás, citei apenas mangás, quando há anime eu me refiro apenas ao mangá.

    • mibshiny

      Shoujo, shonen, josei e etc, podem até não ser gênero, mas são utilizados como se fossem, vez que, pelo público ao qual é voltado determinado mangá, pode-se inferir os tipos de elementos você irá encontrar no mangá.
      07-Ghost, infelizmente, não serviria como exemplo, como você pretendia, porque, apesar de estar listado como shoujo, ele é considerado shonen-ai, por ter, digamos assim, um certo relacionamento implícito (quase explícito, às vezes) entre dois homens.
      Tsubasa Reservoir também é listado como shonen, muito embora, concorde com você, no que tange ao fato de CLAMP não se fixar em normas do que seria shonen, shoujo, josei, shonen-ai e etc. Elas possuem uma forma própria de fazer suas obras, que no final das contas, não se pode determinar concretamente, o que seria.
      E com relação à Bleach, fica complicado de fazer qualquer tipo de comparação, se você não leu ou assistiu ao anime. Nesse caso, independente do que eu escrevesse, como você não tem o conhecimento da obra, por não ter lido ainda, é complicado.
      Mas, apesar de tanto rage em cima de Bleach, eu recomendo a leitura, mais para conhecer mesmo.

      • Sim, as pessoas confundem público alvo com gênero por falta de informação. Isso não é desculpa para nós, que temos informação, continuarmos repetindo essa confusão. E digo mais: essa confusão só ocorre por culpa de outra mania que as pessoas têm por confusão e nós não temos desculpa para ter: usar termos em japonês quando eles não são necessários. Qual o problema em dizer “One Piece é um mangá para garotos” ao invés de “One Piece é um mangá shonen”? O “shonen” ali no segundo, para quem não sabe, fica mesmo parecendo gênero. Mas não é. E eu sei disso, e você sabe disso, e você sabe que shonen é muito mais do que ação/aventura, justamente porque é apenas público alvo e não gênero. Da mesma forma shoujo é muito mais do que romance e bishonen, justamente porque é público alvo, e não gênero.

        Quanto à “inferir elementos”, também considero um equívoco. À partir de Fullmetal Alchemist eu não consigo “inferir elementos” suficientes de Good Ending, Ranma 1/2, Sekirei ou Yankee-kun to Megane-chan para que valha a pena investir na confusão. Simplesmente porque são gêneros diferentes, ainda que todos esses sejam mangás para garotos. Há semelhanças entre eles, claro, e por isso fiz questão de colocar ali a palavra “suficientes”. Claro que a pessoa comum, sem conhecimento, irá usar como medida de todos os mangás aqueles que ela conhece e gosta, assim, se é fã de battle shonen, irá achar que comédias ou escolares são “ruins”, justamente pela falta dos tais “elementos” que ela esperava encontrar ali porque alguém disse para ela que era “tudo shonen” – e são mesmo!

        Sobre 07-Ghost você está investindo na confusão, e isso não ajuda ninguém, como tentei explicar nos dois parágrafos anteriores. Shoujo não é gênero, shonen-ai é. E dificilmente um shonen-ai é voltado para o público shonen – ou seja, garotos, por razões óbvias! Mas apenas dizer esses termos é um investimento na confusão. Ora, para quem tem pouco conhecimento, o vínculo entre shonen-ai e shonen parece óbvio, mas ai, não poderia estar mais enganado quem pensa assim! 07-Ghost é uma história de aventura/ação, com bastante shonen-ai (ou seja, relacionamento afetivo entre garotos, o que por si só é um gênero e existem toneladas de mangás investindo apenas nisso), voltado para um público intermediário entre o shoujo e o josei – ou seja, não é para adolescentes novinhas, tampouco para adultas mais maduras. É para aquela garota naquela idade indefinida entre o fim da adolescência e o começo da vida adulta. Se é shonen-ai ou não é irrelevante, é de ação e é para garotas, daí a comparação.

        E finalmente, tive a impressão que você achou que eu fiz um ataque contra Bleach. Eu não fiz. Na verdade, seu post até me deixou ligeiramente tentado a ler Bleach (se pelo menos eu já não estivesse lendo dezenas de mangás e tivesse mais de uma centena na fila para começar a ler…). Eu discordei, e acho que deixei isso mais claro agora, isso sim, da confusão entre gênero e público alvo. Bleach é indiscutivelmente um mangá de ação (talvez aventura, mas não conheço o suficiente para afirmar isso), se a sua hipótese é que seja um mangá para garotas, seria melhor e mais proveitoso compará-lo com elementos de outros mangás de ação sabidamente para garotas, ao invés de fazer comparações genéricas com conceitos vagos do que seja shoujo.

        Ou ainda, em versão resumida: shoujo nem sempre tem romance, e garotos também gostam de romance.

      • Luiz Eh

        “07-Ghost é uma história de aventura/ação, com bastante shonen-ai (ou seja, relacionamento afetivo entre garotos, o que por si só é um gênero e existem toneladas de mangás investindo apenas nisso), voltado para um público intermediário”

        Pelo que eu entendi, é meio gay?

        Sobre o mangá de Bleach, só vê se a cena de despedida tem o fundo branco no anime. Se sim, ok, se não, péssima matéria.

    • Likou

      Tbm senti uma falta de comparações pra mostrar melhor a teoria. Dizer q só pq tem alguns elementos faz a série tender mais pra um público por conta de… parecer isso, achei meio incompleto.

      • mibshiny

        Com relação às comparações, é apenas uma escolha pessoal. Não gosto de comparar obra com outra obra, porque, independentemente de qual aspecto eu analise, eu serei injusta com uma das duas, de alguma forma. Por isso, escolhi fazer um post com aspectos mais generalizados, que também não gosto muito, mas era o que tinha para o dia.

    • Li seus dois comentários (não dá pra comentar no segundo) e… puxa, muito bem argumentado, embora eu discorde um pouco. Pelo menos no meu ponto de vista, as pessoas dizem que determinado título é shounen (só pra usar como exemplo), pq se dissessem que é um mangá “pra meninos”, poderiam acabar parecendo preconceituosos quanto aos leitores da obra. Neste caso, usar o termo shonen deixa bem claro que você está se referindo apenas ao púbico alvo, e te previne de ser atacado por fãs histéricos (rs).
      Quanto ao seu post mibshiny, eu curti, muito bem fundamentado, embora eu tenha novamente que discordar de algumas coisas (kk). Acho que é tremendamente precipitado da sua parte dizer que garotos não se importam com o visual dos personagens. Basta olhar o mundo shounen com mais atenção pra notar a saturação de personagens franjudos com jeitão underground e pitadas de “Sou Foda!” que permeiam este segmento. Podemos encontrá-los em todas as obras que você citou e muitas outras, com exceção óbvia aos atemporais (em seu estilo) DBZ, Toriko e Slam Dunk. Machos alfa não estão mais em voga, tanto que atualmente é muito raro ver protagonistas testosterônicos em animês e mangás. Fora isso, achei muito interessante o seu ponto de vista, e talvez eu volte a comentar o post depois de repensar o assunto.

      • A questão do preconceito pode existir mesmo. Além disso, não irá faltar quem diga “mas eu tenho trinta anos e leio One Piece, sou um garoto??”. Não, colega, você é só um ponto fora da curva, ser feito para garotos não significa que apenas garotos irão gostar (aliás sempre vejo estatísticas surpreendentes sobre os leitores de One Piece no Japão, tanto em relação à faixa etária quanto ao sexo). Eu tenho quase 30 e leio One Piece, adoro One Piece, gosto de Fairy Tail, amei Fullmetal Alchemist, etc (e não engoli Toriko).

        São produtos feitos para garotos sim, ué, e isso não é ruim. O preconceito tem que acabar primeiro entre nós mesmos.

        De todo modo não acho grave o uso dos termos shonen, shoujo, seinen e josei (e kodomo), desde que usados corretamente, com o significado de público alvo, e não como se fossem gêneros. E sempre esclarecendo se possível quando ficar ambíguo.

  6. Li e li e a Mib’s não escreveu nada do que escreveu esse post foi um dos posts que me deu mais sono.

    • mibshiny

      And, se você tiver insônia, já sabe como curá-la. Conte sempre conosco.
      Nahel Argama: desde 2011 prestando serviços de utilidade pública aos seus leitores!

  7. Yokoelf

    Interessante abordagem, nunca tinha pensado em ver Bleach dessa maneira.. principalmente se você for ver pelo traço dos personagens masculinos, é verdade. MAS, só dos masculinos mesmo, porque olha a Matsumoto, a Halibel, a Orihime mesmo.. xD

    Isso dos “poemas” também é algo interessante, que dava bastante personalidade a Bleach. Ele sempre teve esse ar meio “hipster”😛. É uma pena que hoje o mangá se perdeu total, o autor não sabe mais o que fazer e aí insere uns 10 personagens novos e 20 lutas sem sentido, em vez de explorar melhor o que já havia construído. O romance que parecia florescer entre Rukia e Ichigo na Soul Society foi ignorado para sempre e a Rukia virou coadjuvante, triste isso.

  8. Eu acredito que o Kubo apenas tenta atirar para todos os lados. Ele faz um mangá carismático, rápido, que pode ter uma profundidade, ou pode ser só porrada, cria shippers e muito mais. Não acho que esse seja o ponto que ele quer dar para o mangá, é apenas mais um ponto. Ele sabe como fazer um mangá com todo o tipo de coisa para agradar o máximo de pessoas, e consegue chamar atenção. Bleach está sempre sendo comentado, seja por quem ama ou detesta o mangá, e isso se deve muito por ele ter um pouco de tudo. Pessoas que gostam de pensar discutem, pessoas que só querem ver ação discutem, pessoas que gostam de ver relacionamentos discutem, etc. Acho que o assunto do post foi um pouco desnecessário, desenvolvendo demais algo que tem conteúdo de menos (não Bleach, que tem muito a ser discutido, como eu disse acima, mas este ponto feminino do mangá). Não quero ser um chato, só dando a minha opinião sobre o post, espero que seja construtiva.

    • mibshiny

      Claro! Seja sempre bem vindo a comentar.
      Mas o que pode ser desnecessário para alguns, pode ser importante para outros, e é isso que é tão legal, em você ter opiniões diferenciadas.

  9. mibshiny,

    Fiquei curioso com essa sua tese, mas gostaria de ler mais argumentos porque ainda a acho “furada” – principalmente uma vez que existe um Prince of Tennis ai que se encaixaria no lugar de Bleach muito melhor.

    A obra que era para ser um shonen de tênis supera em muitos aspectos no “teor shoujo”. Lá, a presença de infinitos personagens masculinos contra alguns poucos femininos com pouco destaque, a ausência de típica bela heroína shounen e o “status quo” do personagem principal sem prévia “superação” são alguns elementos que empurram a série para um público feminino. Já, em Bleach, a estrutura Shonen Jump permanece bem sólida – há obstáculos superáveis após esforço, amizade e companheirismo, “lições de moral” e et cetera.

    Achei muito vago seu exemplo sobre os quadros vazios e o fato de possuir relacionamentos “amorosos” implícitos semi-desenvolvidos é só mais uma marca do shonen, assim como vemos em Naruto e One Piece – onde, por não haver muito espaço para esse tipo de desenvolvimento, acaba ficando em enésimo senão último plano. Os poemas são apenas um entendimento a mais sobre o personagem em questão e se por ventura tratam sobre amor é porque faz jus ao pensamento ou história de vida do representado na capa.

    Esse “shoujo” que você usa está mais para “verossímil”, já que, na obra de Kubo, não há uma supervalorização do romance ou de relacionamentos nesse nível, como ocorre no shoujo, mas sim apenas alguns toques mais emotivos/psicológicos um pouco mais recorrentes do que em obras do mesmo gênero. Além disso, o motivo das fãs por gostarem de Bleach, pela sua óptica, pareceu-me BEM supérfluo, no mesmo nível de: gostar de Ichigo 100% por causa do fanservice ou de Zeta Gundam por causa dos mechas. Espero estar enganado…

    • mibshiny

      Novamente, a teoria dos quadros em branco não é minha (quem dera fosse). É uma teoria difundida em todo o fandom de Bleach, e em diversas comunidades shoujo. O maior nome, a defender tal tese, é o da spiderkiss, que sempre posta análises irretocáveis sobre o tema.
      E felizmente, é tudo uma questão de opinião. Eu acompanho Bleach desde 2004, e, por incrível que pareça, mais pelos elementos shoujo, que eu já falei, do que pelas lutas, ação e etc.
      E garanto que não sou a única a acompanhar dessa forma. Se ler/assistir o mangá/anime, pelos motivos acima assinalados, for bastante supérfluo, desculpa, mas é porque realmente e infelizmente, algumas pessoas ainda não conseguem entender o que determinada obra pode chegar a representar para certa fatia do fandom, e a isso eu me refiro à boa parte das mulheres, e até mesmo alguns homens.
      O que para você pode parecer supérfluo, para muitas pessoas, é um motivo melhor e mais robusto para se ler/assistir bleach, do que acompanhar um simples mangás de lutas, companheirismo e etc, que estamos já saturados de ver.
      De novo, é tudo realmente uma questão simples de gosto/opinião.

      • Acho que estou começando entender seu ponto de vista. O que realmente me fez sentir incomodado – e talvez aqui o ponto de discordância – foi esse termo “shoujo” que você usou, sendo que para mim deveria ser “verossímil” no sentido de que as ações e dramas psicológicos são desenvolvidas de forma mais realista.

        O que eu tratei como supérfluo, se pareceu meio confuso, foram os relacionamentos amorosos e essas pseudoanálises sobre “casaizinhos” – como ocorrem, por exemplo, em Naruto, onde surgem debates sobre quem vai ficar com quem e porquê e quão isso é importante para a série e zzzzzz. Motivos pelos quais algumas mulheres, segundo você ao meu entender, acompanham a série pois arremetem distantemente a “elementos shoujo”. Nesse sentido, acho extremamente infeliz essas pessoas pois se agarram à obra por uma característica que não existe e, de quebra, acabam menosprezando algumas temáticas maiores da série – como em alguns exemplos que eu citei.

        AGORA, em nenhum ponto desmereço esse trabalho de Kubo acerca do psicológico dos personagens, uma das partes interessantes de Bleach que você gosta (e eu também =D) – seja nas diversas formas como poesias e afins.

  10. Você explicou de maneira objetiva o que eu sempre tento explicar que os machões não aceitam/tem preconceito em entender! ^^ Mas a aparência eu deixo por último, eu levo em conta que o Kubo tem uma magia de narrar utilizando de um intenso drama na poesia. Tudo é muito sofrível, é profundo, tem algo por trás. Não se resume a porrada, mas a maioria realmente vê assim, e é por isso que nós, garotas, ainda amamos tanto Bleach e ainda nos cativamos com o estilo ROMANCISTA do Kubo. Não só pelo romance em si, mas pelo literário, a paixão heróica, o angst, as emoções em evidência. Ótimo post! ^^

    • mibshiny

      Obrigada Michele. É exatamente esse o motivo pelo qual ainda não dropei Bleach. Caso acompanhasse simplesmente pelas lutas e etc, sem os motivos do post, realmente, tava complicadíssimo de prosseguir com essa obra.
      E sim, não tenho vergonha em dizer que continuo acompanhando Bleach, mais pela visão romântica dele, do que pela ação, plot e etc.

  11. Hai! Eu nunca me interessei muito por Bleach, mas já admiti várias vezes a amigos que curtem a série que trata-se de uma obra bem sucedida, né? E quando digo bem sucedido faço um apontamento à questão de que ele continua fazendo sucesso e em vários pontos otakus. Talvez eu não pense que seja um mangá realmente shoujo, mas que consegue atrair vários públicos de várias formas, isso sim. E seus pontos de vista têm muita coesão, uma vez que conheço várias garotas que dizem gostar de Bleach, tanto do anime quanto do mangá, sem conseguirem dizer o porquê. xD.

    Enfim, há vários animes, ‘mainstream’ ou não, que atraem tanto shounens como shoujos de maneiras diferentes, vide o adorado por mim Inuyasha. Esse mangá, feito por uma mulher, Rumiko Takahashi, consegue explorar bastante esses dois extremos. O ruim é que muitas vezes o romance explícito enche o saco daqueles que só gostam das lutas. Na minha opinião, tudo fica ótimo e em equilíbrio, assim como pra você deve ficar em Bleach, imagino! ^^

    • mibshiny

      Na verdade, quem tem contato com as mulheres que lêem Bleach, pode perceber um pensamento bem parecido ao meu e ao da Michele, que comentou acima.
      E realmente, isso de romance explícito, acaba por enjoar um pouco. Acho que por isso, se encontra tanta gente shippando em mangás como Bleach, Naruto, e até mesmo Toriko.

  12. Krauser

    Bleach é um manga/anime mega hiper super total dare apelativo. Cria expectativas nos fãs apenas pra ganhar ibope, o descaso com o roteiro é constante, se planta algo para depois nunca mais falar daquilo ou se mata a árvore antes sequer do povo pensar em cobrar que ela dê frutos.
    Já gostei de Bleach, já achei muito bom, o começo foi promissor e depois veio só melhorando, mas aí veio a saga fullbringer e fudeu com tudo.
    Discordo de Bleach ter traço bonito, pelo menos de tê-lo sempre, pois no começo, era muito ruim, o Kubo evoluiu demais e hoje tem uma das melhores artes.
    A atual fase do mangá é de longe a mais apelona de todas, tudo para estourar a boca do balão, pois já foi dito que é o último arco. Lógico que Bleach vai voltar a TV, lógico que o mangá agora vai se tornar o maior sucesso da série de todos os tempos, mas pelo menos eu, me sinto completamente desanimado, prestes a dropar tudo, porque essa era do Vale Tudo em Bleach é cansativa e sacana demais.

    • mibshiny

      Concordo contigo. O traço do Kubo era ridículo, de tão feio. Hoje em dia, considero como o mais bonito dos mangás da shonen Jump!! (opinião de Fangirl)
      Ainda tenho muitas esperanças em Bleach. Essa nova saga está muito boa. Claro que não será tão boa quanto a SS, mas estando acima do nível da saga Hueco Mundo, já representa bastante.

  13. 1º Agradeço por ter-me mostrado um possível motivo para eu ter gostado da saga fullbringer.
    2º Apesar dos seus argumentos sólidos, sempre achei o elemento principal para atrair o interesse homens/mulheres para uma estória, era necessário dar importância a homens como personagens princippais ou então mulheres. Apesar de tudo, Bleach não tem mulheres realmente participativas, pelo menos não tanto quanto Medaka Box ou Rosario+Vampire.
    Parabéns pelo texto, nunca mais irei pensar em Bleach da mesma forma de antigamente (não que isso seja uma coisa ruim^^).

    • mibshiny

      De nada!
      Que bom que você pôde analisar Bleach de outra forma. E infelizmente, Kubo ainda insiste em tornar as mulheres fracas no enredo dele, preferindo dar maior destaque aos homens. Ele tem personagens femininas incríveis, que poderiam ser melhor aproveitadas, e não o faz.

  14. Nekomimi

    Sei que o que vou escrever agora não têm nada a ver com o artigo. Trata-se de uma notícia que eu soube na internet agora há pouco.
    Dia 23 de Agosto será lançado no Japão, junto com o volume 9 do mangá da série Nazo no Kanojo X, o OAD da série animada (edição limitada) que será vendido com o mangá. O OAD da série já têm um título: “Nazo no Natsumatsuri” (algo como “Festival de Verão Misterios” ou “O Mistério do Festival de Verão”).
    No OAD, aparecerão como personagens convidados dois personagens do mangá “Discommunication”, a primeira série criada por Riichi Ueshiba, autor de Nazo no Kanojo X.
    E uma das personagens convidadas será dublada por ninguém menos que…Megumi Hayashibara, a mesma que dublou a personagem Ranma (a versão feminina de Ranma Saotome quando molhado com água fria, lembram-se?) da série Ranma 1/2, além da personagem Musashi/Jessie da Equipe Rocket da série Pokemon, entre outras. Quem tiver a sorte de adquirir o mangá com o OAD, poderá conferir o episódio especial da série.
    O link para a notícia que apareceu no site Moca (e que traduzi usando o Google Tradutor (se bem que a tradução ainda não ficou boa). Como podsem conferir no link abaixo:
    http://translate.google.com/translate?sl=ja&tl=en&js=n&prev=_t&hl=pt-BR&ie=UTF-8&layout=2&eotf=1&u=http%3A%2F%2Fmoca-news.net%2Farticle%2F20120627%2F201206272313a%2F01%2F&act=url

  15. Seiji Sawamura

    Post bem interessante, não reparava nessas coisas, já que gosto mais dos mangás/animes shonen, embora não me incomoda esses elementos shoujo, já que gosto de um belo romance. Eu gosto de uns personagens como Ulquiorra e Orihime, e eu queria que eles ficassem juntos. Gosto muito de Bleach, porque tem certos momentos até podendo se considerar românticos, e acho quando os personagens reconhecem o grande valor de uma amizade; mas claro, como qualquer apreciador de shonen, gosto de Bleach, também, porque tem muuuuitas lutas, lutas incríveis, que se eu fosse fazer um top 10 ou 15 com lutas, colocaria algumas lutas de Bleach com certeza, e esse anime em questão, combina bem esses elementos shoujo e os shonen. Vejo alguns animes, torço pra alguns casais ficarem juntos; to na bronca com o Tite até hoje por ter matado o Ulquiorra (kkkkkkk)

  16. Sarah-chan

    Isso que vc está dizendo é uma inverdade, pq exitem milhões de garotas que adoram lutas, ação, aventura e shonen. Assim como existem vários garotos que adoram shoujos. Então esse negócio de anime voltado para garotos/as, é pura besteira e o que que tem Bleach ter romances e cenas fofas? Isso faz o desenho perder a credibilidade porque essas “coisas” são para mulherzinha? Seu ponto de vista é tão machista que dá nojo, até uma pessoa menos crítica acharia isso ridículo. Portanto esse artigo está tão cheio de preconceitos e ideias subjetivas e pejorativas que nem vale a pena ser muito refutado.

  17. Chi

    Achei ofensivo, apaga.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s