Lúcifer e o Martelo, Volume 1

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Um começo sobretudo promissor para este “battle shonen” que acena, sim, para a desconstrução do gênero.

“Eu vou destruir aquele martelo! Não vou deixar que aquilo lá destrua a Terra! Sabe por quê? Porque quem vai destruir a Terra sou eu!” ASAHINA, Samidare, páginas 49-50

Homem Comum encontra Cavaleiro de Lagarto e juntos embarcam em uma jornada para achar a Princesa e derrotar o Feiticeiro que ameaça destruir a Terra. Ou algo assim. em Lúcifer e o Martelo acompanhamos a saga do universitário Yuuhi Anamiya, que “um belo dia, eu acordei e havia um lagarto no meu quarto. Eu olhei para ele. Ele olhou para mim. Depois de um momento de silêncio, ele falou.” sobre a ameaça do Feiticeiro e a busca pela Princesa – que, algumas páginas depois descobrimos que é a colegial Samidare Asahina, irmã da professora de Yuuhi e vizinha de casa em nossa típica cidade japonesa.

O relutante Yuuhi e a empolgada Samidare logo se veem no meio de um misterioso conflito que por enquanto envolve principalmente as aparições de (um por vez) misteriosos seres chamados Bonecos de Barro, criações do misterioso Feiticeiro – que deixou no céu para quem realmente quiser ver o maior deles, o gigantesco Martelo de Biscoito que dá título à obra.

Enquanto isso, neste mangá bem focado nos personagens, vemos no Primeiro Volume uma primeira introdução aos conceitos sobrenaturais que permeiam a obra enquanto somos apresentados melhor aos nossos protagonistas: pessoas que no limiar da normalidade tem sua dose de problemas a serem resolvidos e que são também unidos por não terem muito a perder, ou seja, não são exatamente pessoas bem-sucedidas.

Ponto positivo aqui é o fato de o mangá ter consciência que não precisa ser intenso, moody, para atingir o efeito de drama que deseja; umas páginas em um capítulo, outras mais a frente reforçando, prosseguindo o mesmo assunto conseguem um efeito carismático e bastante mundano no qual até o traço apenas funcional do mangá (vale dizer que o uso de quadros e onomatopéias é bom) ajuda.

Saímos deste Primeiro Volume pontuado por calcinhas de bichinho e quebras da quarta parede mais envolvidos com Yuuhi e Samidare, sendo que este primeiro já enfrentou seus demônios em um bom arco dramático no qual saiu de sua casca de heroi (bastante) relutante para tornar-se pelo menos dedicado a Princesa que irá salvar, digo, destruir a Terra. Mas a roda precisa girar e após um clímax no capítulo sete, no seguinte somos apresentados a “Hangetsu Shinonome, o Paladino da Justiça! Tá aí um cara interessante!”, nas próprias palavras da Princesa. Mas quanto esse aparentemente confiante personagem irá adicionar ao enredo é algo que veremos realmente no próximo volume; ou seja, até a próxima!

Bom: Bons personagens; história sabe equilibrar o drama e as demais partes.
Ruim: Traço mediano; calcinhas desnecessárias.
Fanservice: Prefácio da Edição Brasileira, interessante na medida do possível.

Editora: JBC
Preço sugerido: R$ 13,90
Páginas: 224 (8 coloridas)

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