Dossiê: Emissoras

Após o NA MAG [até aqui somente com Kagami no Kuni no Harisugawa resenhado], hora de estrear mais uma categoria no Nahel Argama.

E desta vez iremos analisar pouco a pouco os elementos que influenciam os bons animes a serem bons e os animes ruins a serem ruins; afinal, apesar de muitos reviews focarem no binômio roteiro/história e personagens, muitos outros fatores influenciam em um projeto da primeira reunião sobre o projeto até o Blu-Ray chegar na casa do primeiro otaku que comprou a Edição Limitada na amazon.jp.

E um fator razoavelmente importante mas tremendamente subestimado toda vez que alguém decide analisar as estreias antes da primeira exibição destas [nessa roleta-russa que são os artigos de Apostas] são os horários de exibição, determinados muitas vezes pelas emissoras japonesas. E são elas [ao menos as de alcance nacional, iremos falar das UHF de tacada só – afinal, servem para a mesma função] que serão objeto de estudo no primeiro artigo desta nova série de artigos nada regulares no Nahel Argama.

Ao contrário do Brasil, cuja TV aberta é amplamente dominada por uma emissora [que tem aproximadamente metade da participação tanto na audiência quanto na publicidade], o Japão tem um verdadeiro pool de emissoras no qual nenhuma se sobressai, tendo todas razoável equilíbrio; são elas Fuji TV, TV Asahi, Tokyo Broadcasting System/Mamoru Broadcasting System [TBS/MBS], Nippon TV e a estatal Nippon Housou Kyoukai.

Além disso, temos uma emissora que se é a menor de audiência, é a que mais aposta em animes – tanto que é a única a ainda passar animes no horário nobre em dias de semana, prática abandonada por todas as concorrências [mesmo a NHK, que recentemente passou Moshidora durante a semana, não escolheu horário anterior à 22h55 para o anime]: a TV Tokyo. E o que isso tem a ver com meu anime? É o que verá a seguir:

Fuji TV

A emissora que ao longo da história mais se beneficiou da mídia [afinal, é o lar de clássicos com o Dragon Ball, One Piece e Sazae-san] atualmente possui três horas dedicadas a exibição de anime: duas aos domingos, sendo que das nove as dez da manhã temos o Dream 9, aonde atualmente passa meia hora de Toriko e meia hora de One Piece; e das 18 às 19 horas passa as comédias familiares Chibi Maruko-chan e Sazae-san, grandes clássicos e campeões de audiência [este artigo no parceiro Otakismo fala mais sobre esse tipo de anime e o porque de tanta populariade por lá].

Mas estas duas horas familiares não interessam a muitos, e sim o bloco mantido nas madrugadas de Quinta para Sexta às 0h45[-1h45] desde 2005, o noitaminA [Animation escrito ao contrário]. Já com 33 animes transmitidos até aqui, virou sinônimo de qualidade – apesar da popularidade ter aumentado muito no fandom a medida que o foco inicial [anime para jovens adultas não-otakus] foi sendo descartado em prol do que atraísse um público na fronteira entre o casual e o hardcore [assim animações como Fractale e Guilty Crown conseguiram sinal verde]. Em algo recente artigo deste blog a história deste bloco é relatada em detalhes.

Bom lembrar que antes do noitaminA a Fuji TV já transmitia em suas madrugadas animes no estilo que o bloco consagrou, como Haibane Renmei e Samurai Champloo. E mesmo depois da criação deste, chegou a existir um segundo bloco [N.O.I.S.E.] dedicado a transmitir obras de público restrito, ainda focando nas josei [Aoi Hana; Michiko to Hatchin; Ristorante Paradiso], porém este fracassou – e a ideia acabou sendo embutida no bloco principal [Hourou Musuko é um bom exemplo disto].

Além disso, possui direitos de algumas animações para cinema, como Colorful e Toki wo Kakeru Shoujo – e a ajuda de uma emissora pode ser o fator decisivo para uma obra ganhar o último impulso financeiro para entrar na telona.

TV Asahi

A rede de TV que possibilitou o boom do anime no Brasil – afinal foi nela que passou Saint Seiya, Sailor Moon e os tokusatsu da Toei [inclusos Changeman e Jaspion] atualmente é a mais desiludida com a mídia.

Contrariando e ao mesmo confirmando o dito acima, transmite o combo Doraemon e Crayon Shin-chan às 19h de Sexta [mas só porque é um clássico indiscutível, sendo exibiido há décadas neste horário], além de junto com a Fuji TV encher a programação das manhãs de Domingo [lembrem-se, Domingo é o único dia que as crianças japonesas com certeza não estão na escola durante a manhã] com obras como Digimon Xros Wars [6h30], Battle Spirits [7h] e Precure [8h30] – essas três verdadeiros anúncios de 25 minutos cada de produtos da BANDAI [parceira da TV Asahi nos três programas].

Já há muito tempo que algo não focado nas crianças como Koi Kaze [de 2004, primeiro anime do diretor de Baccano!/Durarara!!/Natsume Yuujinchou a fazer sucesso] tem slot disponível nessa TV, em parte uma pena. Ao menos é a única a fazer isso até aqui.

Tokyo Broadcasting System/Manichi Broadcasting System [TBS/MBS]

Podemos chamá-la de “a emissora dos otakus”, tal o número de grandes sucessos entre o fandom hardcore presentes em sua programação, principalmente nas madrugadas de Quinta e Sexta – mas o bloco de maior apelo popular realmente é o de Domingos, 17h [que até Abril/2008 era aos Sábados, 18h] no qual atualmente passa Mobile Suit Gundam AGE.

Além da atual tentativa de trazer a franquia Gundam de volta a um público mais casual, obras como FullMetal Alchemist [nas duas versões] ou a segunda temporada de Code Geass [R2] são exemplos de animes populares exibidos neste horário – sempre com alta visibilidade, mistura de foco tanto no público geral quanto os fãs mais dedicados e altos valores de produção.

E ao citar Code Geass vale lembrar que o bom horário de exibição da segunda temporada é consequência do excelente resultado obtido pela primeira, exibida nas madrugadas de Quinta para Sexta no Mamoru Broadcasting System [emissora do sistema TBS que transmite para Kansai/Osaka; a TBS foca em Kanto/Tokyo].

Esse horário [Quintas, 25h29], que busca alimentar os fãs com histórias muitas vezes contendo elementos mais otaku, talvez seja o horário no qual surgiu a maior quantidade de grandes sucessos nos últimos anos – afinal como não lembrar de Darker than BLACK, Kuroshitsuji, Macross Frontier ou Mahou Shoujo Madoka Magica? Todos grandes sucessos que ganharam continuações na TV ou no cinema.

E no mesmo horário em Tokyo [no Tokyo Broadcasting System, que passou os animes acima às Sextas, para o desespero de vários otakus japoneses que tiveram que ver depois suas séries favoritas] pesos-pesados como K-ON!, THE iDOLM@STER, xxxHolic, Ookiku Furikabutte e IS – Infinite Stratos também tiveram o seu lugar. Como dito, animes que provavelmente o fã de anime com pouca ou nenhuma tendência para abraçar o mundo encantado das meninas com orelhinhas de gato abomina.

Uma política que pode não beneficiar o espectador casual de anime, dado principalmente a restrição de timeslots em horário nobre – mas os otakus agradecem aos cinco animes fixos [um de Domingo e dois na Quinta da TBS e dois na da MBS] – as vezes é exibido algum projeto adicional [como foram Angel Beats!, Sengoku BASARA e TIGER&BUNNY], mas é algo raro – algo voltados ao nicho que a emissora oferece em alcance nacional; sendo inclusive uma porta de entrada para o adolescente insone de nossos dias virar um legítimo otaku.

Nippon TV [NTV]

Tradicionalmente uma emissora apenas razoavelmente adepta a passar animação [apesar dos sucessos passados de obras como Lupin Sansei e Uchuu Senkan Yamato], conseguiu manter-se razoavelmente neste mercado mesmo com a concorrência exibindo cada vez menos conteúdo animado; mas infelizmente apenas um horário interessa de verdade ao leitor do Nahel Argama: terças, 24h59min.

É [com alguma variação de minutos] o horário aonde passou de Chihayafuru e Kimi ni Todoke a Hajime no Ippo e Kaiji – entre muitos outros animes realmente focados no público jovem médio – ao contrário do foco da TBS no nicho.

Pena que ao contrário de um 2006 aonde Death Note obteve média de mais de 3% e vendas acachapantes de DVD, diversos outros animes fracassaram e o horário, inicialmente de uma hora de duração foi reduzido para meia hora – e mesmo assim, algo na corda-bamba [no fim de 2010, era transmitido uma reprise da primeira temporada de Kimi ni Todoke como aperitivo para a segunda a estrear].

Paralelamente a este horário, temos as exibições contínuas e vitoriosas de Soreike! Anpanman e Meitantei Conan – o primeiro desde 1988, o segundo desde 1996, ambos campeões de popularidade e sinônimos de animação japonesa.

Ainda vale citar a tentativa da emissora em 2011 de emplacar sucessos da Shounen JUMP em suas manhãs de Domingo – primeiro Beelzebub [Janeiro/11], encaixado às 7h em horário preexistente [Yatterman, Yumeiro Patissiere] e que em seu primeiro ano parece ter obtido razoável sucesso; depois, HUNTERXHUNTER [Outubro/11], às 10h55, horário criado para acomodar este remake [lembrando que a primeira série foi exibida na concorrente Fuji TV] que é a primeira produção de destaque animada pelo estúdio MADHOUSE após sua compra pela emissora. Se a tentativa de ampliar a visibilidade em um mercado em longo, lento e contínuo declínio funcionará é algo para se averiguar no futuro.

E não dá para finalizar esta parte sem citar que os direitos de transmissão televisiva das obras do Studio Ghibli entre outras [como Rebuild of Evangelion] estão nas mãos da emissora, que faz parte dos famosos comitês de produção típicos de obras animadas japonesas – temos uma garantia de algumas sessões anuais com bastante audiência garantida.

Nippon Housou Kyoukai [NHK]

A emissora estatal japonesa também passa animes [inclusive foi o canal aonde passou o clássico Card Captor Sakura] e obviamente preocupa-se em produzir principalmente obras que possam alcançar a toda a família – tanto que em seu principal horário de transmissão de animação [Sábados, 18h] são levadas ao ar obras que passam longe dos problemas que muitos mangas e animes – mesmo quando voltados ao público jovem – possuem. Assim, grandes exemplos recentes dessa política são Major – recém-finalizado após seis temporadas de dois cour cada – e Bakuman, que no momento de publicação deste artigo está prestes a terminar sua segunda temporada [sendo que já temos uma terceira assegurada]. Vale também lembrar que isso levou a um Tsubasa Reservoir Chronicles cheio de reclamações por parte do exigente fandom do CLAMP.

Mas se no horário nobre [que também vale para uma experiência única como Moshidora, transmitido de segunda a sexta às 22h55 por duas semanas] todo cuidado é pouco, nos horários mais avançados [como sempre, a animação para jovens adultos acaba sendo mesmo no Japão algo apenas razoavelmente popular – justifica um nicho, mas não a exibição em horário nobre de emissoras nacionais] podem-se passar histórias mais focadas no público jovem [principalmente adulto] como GIANT KILLING, Guin Saga e Hyouge Mono [bloco aliás que aparentemente terminou sem qualquer prazo de retorno].

E pelos exemplos fica razoavelmente claro que público-alvo mais velho não significa ter que apelar para baldes de sangue para provar qualquer suposta maturidade – basta um técnico de futebol carismático ou o musculoso com cabeça de leopardo que originou King [franquia Tekken].

TV Tokyo

A menor emissora entre as que possuem alcance nacional no Japão também é a que atualmente mais investe em anime – e só o fato de disponibilizar amplo espaço em horário nobre para a exibição deste tipo de obra é marcante. E também pode-se alegar, em argumento similar e complementar, que ela foi somente a única emissora que não abandonou as animações quando a população japonesa envelheceu e parou de demandar tantas animações no ar – tanto que diversos mangas atualmente tem maior probabilidade de adaptação para filmes ou séries de televisão em live action que para anime.

Principalmente no começo da noite de todos os dias da semana [17h30-20h, com diversas reprises e eventual programa não-relacionado no meio] e nas manhãs de Sábado [7h30-11h] e Domingo [7h30-9h30] são transmitidos principalmente conhecidas adaptações de battle shounen [Naruto Shippuden, Fairy Tail, Gintama’] e franquias destinadas a vender brinquedos tanto para garotos [YuGiOh! Zexal, Pocket Monsters Best Wishes, Inazuma Eleven GO] quanto para garotas [Jewel Pet Sunshine, Pretty Rhythm Aurora Dream]. Merece destaque o diferenciado Mainichi Kaa-san, genérico do estilo Sazae-san que sem qualquer surpresa tornou-se grande sucesso e atualmente é transmitido nos finais de tarde de Domingo [17h30].

Fica assim óbvio que a fórmula do sucesso é focar em produções focadas geralmente na família e principalmente nas crianças, catalogadas pelo sistema de medição de audiência detalhado focando na parcela conhecida como KID [que inclui crianças de quatro [idade na qual assume-se a consciência para a escolha de assistir a determinado programa] a doze anos [a idade em que deixa de ser criança e passa a a ser adolescente]] – assim os 5% de audiência médios de Pokémon viram 20% considerando-se somente esse público.

Os anunciantes – e a propaganda de brinquedos e cia. é bem agressiva em um país como o Japão no qual as empresas costumam ter poucos freios para fazer o que bem entendem [daí o choque cultural de uma Toyota surpreendida há algum tempo por recalls em massa de seus produtos] – agradecem e sustentam uma programação que aposta em uma política de comerciais menos agressiva que a ocidental [eles são concentrados entre os programas, permitindo ao espectador assistir seu programa sem as constantes interrupções que assolam principalmente a TV norte-americana].

Mas as madrugadas da TV Tokyo também são repletas de anime – diversos em co-produções com a indústria, do bem-sucedido Natsume Yuujinchou ao fracasso comercial de The World God Only Knows. Nesse ponto, ocorre uma aproximação com a política da TBS/MBS, mas sem o foco comercial nem criativo desta.

Os horários são mais jogados, não há muita continuidade [o que tem a ver os ex-companheiros de bloco Natsume Yuujinchou San e Yuru Yuri?], e alterna-se obras realmente patrocinados pela emissora com horários comprados por produtoras em modelo similar ao que acontece com a transmissão de programas religiosos e infomerciais [Polishop e cia.] no Brasil – assunto que será abordado com calma abaixo. Até pelo fato de ser uma emissora de pouca expressão, fica difícil reter razoável atenção inicial a seus produtos.

UHF

Com o surgimento dos animes focados somente no fã hardcore [com faturamento concentrado no mercado de home video e licenciamento com muito foco], a transmissão televisiva das obras mudou o foco – não é mais necessário um bom horário ou emissora, somente a transmissão televisiva – que para lançamentos é muito mais efetiva que a internet, mesmo em seu estado atual; mesmo fenônemos como o comercial dos Pôneis Malditos deve ter sido visto por mais pessoas [claro, muitas desinteressadas] pela televisão que pela internet.

E assim surigram comitês de produção compostos por empresas [ANIPLEX, BANDAI Visual, Dentsu, Geneon Universal, King Records] que vivem de produzir anime e juntamente com outras empresas que trabalham nas diversas frentes que o negócio propicia [vender de singles/álbuns das músicas a figures dos personagens] fazem o caminho inverso a tudo que foi falado acima e compram horários de televisão para transmitir suas obras com razoável alcance.

Claro que esse negócio ocorre também em emissoras maiores, particularmente TBS/MBS [Seikon no Qwaser] e TV Tokyo [Shinryaku! Ika Musume], mas o real foco atual de obras que obviamente não tem o dinheiro necessário para comprar caros horários de transmissão televisiva são as redes menores, principalmente as UHF.

Assim, Tokyo MX [Bakemonogatari, Ore no Imouto], Chiba TV [Hanasaku Iroha, Nichijou] e Teletama [Steins;Gate] entre muitas outras são sintonizadas pelos fãs que sabem aonde procurar – se as pessoas sabiam procurar por seu objeto de obsessão antes do Google, imagine hoje aonde é muito fácil assistir seu anime gravado na hora que quiser [apesar que assistir e comentar ao vivo deve ser muito mais gostoso] em Full HD em um monitor/TV grande.

Assim temos uma imensa loteria para o espectador que tentar racionalizar horários aonde o grande hit da década [Suzumiya Haruhi no Yuuutsu, versão 2006] que foi transmitido em um desses ser substituído por um anime [NHK ni Youkoso] de temática e público-alvo razoavelmente diferentes. Temos aqui simplesmente um negócio de pequenas proporções, os fãs que se virem.

Considerações Finais

Como a extensa, técnica e algo cansativa leitura demonstrou, existem basicamente três maneiras de escolher horário para transmitir-se animes: alocam-se em horário nobre animes para toda a família e especialmente focados no público infantil [sim, o Japão tem – mesmo que em menor grau – o mesmíssimo preconceito contra animação, que afinal é “coisa de criança”]; as televisões maiores usam as madrugadas para transmitirem obras focadas nos adolescentes e principalmente nos jovens adultos, com maior [TBS] ou menor [NTV] foco nos fãs hardcore [otaku] do gênero; e comitês de produção principalmente de obras específicas para o pequeno [o I.G. Port estima em somente 300 mil os compradores ativos de anime] fandom existente compram horários para transmitirem as obras [principalmente após a falência do modelo de OVAs] buscando atrair a atenção dos fãs [e eventuais curiosos] tanto nas madrugadas dos canais nacionais quanto nas de pequenas emissoras UHF.

Assim, mesmo para o fã não-japonês, para o qual muito das informações aqui é mero detalhe que satisfaz a sede de informações típica do nerd, estas informações podem ser valiosas para saber ao menos a política de certos blocos de programação das emissoras japonesas e a tendência que seguem para agradar a seu público alvo.

12 Comentários

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12 Respostas para “Dossiê: Emissoras

  1. E qual é o horário afinal escolar de crianças/adolescentes do Japão? Se eu tivesse que ficar até 2 horas da manhã tendo que acordar de manhã, eu não aguentaria e teria em poucos dias um “colapso”, esses japoneses são fortes mesmo.

    • Integral, acredito que normalmente das 9h às 16h de segunda a sexta e 9h-12h aos Sábados.

      • Power Otaku ^^x

        Me parece que o número de pessoas (Otakus) que ficam acordadas 2h da madruga pra ver anime é muito pouco. Crianças então eu acho muito difícil os responsáveis deixarem ela fazer isso.

      • Nem. Pode não ser horrores, mas se a audiência-padrão desses animes gira entre 1~2% [o que já dá até quase 3 milhões de japoneses] significa que bastante gente vê LIVE.

        Fora que hoje em dia o charme é discutir ao vivo, via 2ch [facilmente acessível via celular] e afins.

  2. Muitos gravam, tando que não é raro piadinahs em varios animes e mangas sobre gravar os animes pra ver depois.

    Uma dica que axo valida tb apontar fontes de dados, exemplo vc disse q The World God Only Knows foi um fracasso comercial, + ate onde sei ele xegou a vender + de 5mil Bds por volume, não é um numero extremamente grande como de outros animes como Steins gate que vendeu + de 30mil copias + não xega a ser fracasso comercial tb não( tem animes q n vende nen 2mil copias).

    Axaria interreçante ter as fontes dessas informaçoes.

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  7. Sidney

    Exite horario nobre?

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